História de Sorrento

Diz a lenda que o nome de Sorrento deriva das míticas sereias (sirenas), que eram metade mulheres e metade peixes, que forçavam aos navegantes a naufragar contra as  rochas. Com origem grega, as lendas indicam uma estreita conexão entre Lípari e Surrentum, colónia daquela no passado; e inclusive durante o Império romano Surrentum permaneceu maioritariamente grega.

Sorrento e o mar

Sorrento e o mar

Antes da supremacia romana foi uma das cidades submetidas a Nuceria. Foi controlada pelos Romanos no ano 89 aC.

A prosperidade de Sorrento vem já do período imperial, quando Capri era a residência favorita de Augusto e de Tiberio. Os templos mais importantes de Sorrento, a antiga Surrentum, eram a Atenea e as Sirenas (o único dedicado templo dedicados às referidas sereias) que deram nome ao promontório.

Na antiguidade Sorrento era famosa pelos seus vinhos, pesca, e copos camprestes ornamentados com figuras vermelhas. A descoberta em Sorrento de moedas de Massalia, Galia e das Ilhas Baleares indica uma grande actividade comercial desta região.

Sorrento é um local fisicamente muito seguro dado ser protegida por profundos desfiladeiros. A única excepção a esta protecção natural, são 275 metros a sudeste de Sorrento que antigamente eram defendidos por muralhas, cuja linha ainda é visível.

O lugar de uma destas muralhas, possivelmente pertencente à mansão imperial, está actualmente ocupado pelo Hotel Vitória, debaixo de cujo terraço foi encontrado um pequeno teatro com um antigo túnel escavado na rocha, que desce até a orla marítima.

Sorrento foi sede arcebispal a partir do ano 420. Depois da queda do Império romano do oeste, foi dominada pelos ostrogodos fazendo parte do Império romano do oriente. Em 552 passou para as mãos dos bizantinos, os lombardos, que conquistaram grande parte da Itália meridional na segunda metade do século VI, e a sitiaram em vão.

Como nos seguintes séculos a autoridade da longínqua Bizancio decaiu, Sorrento, desde o século IX foi um ducado autónomo, que lutava com as cidades vizinhas de Amalfi e Salerno, e contra os sarracenos.

Conquistada pelo normando Roger II de Hauteville em 1133, mais tarde em 1337 viu-se incorporada, enquanto ducado de Sorrento no reino normando, e daqui por diante a história de Sorrento conta-se a par da de Nápoles e de outras cidades da Campania.

Sorrento passou a fazer parte da República Napolitana em 1799 . No século XIX a economia da cidade cresceu de forma notável, favorecida pelo desenvolvimento da agricultura, do turismo e do comércio.

Em 1861 Sorrento, foi oficialmente anexada ao novo Reino da Itália. Nos anos seguintes, até o século XX, a região cresceu de importância e confirmou-se como um dos mais renomeados destinos turísticos da Itália. Vou alvo de estadas de famosos, como Keats, Lord Byron, Goethe e Walter Scott.

A Sorrento de hoje

O centro histórico da cidade mostra ainda o traçado ortogonal das ruas de origem romana, enquanto no monte se observam ainda as muralhas do séc. XVI que a rodeiam. O visitante pode encontrar o Duomo, reedificado no século XV, com fachada neo-gótica, e a igreja de San Francisco de Assis, com um notável fresco do séc. XIV.

No museu Correale estão expostas colecções de achados gregos e romanos e de porcelanas de Capodimonte , com uma secção de pintura dos séculos XVII-XIX.

Dos seus jardins desfruta-se de uma magnífica vista sobre o golfo. Cerca da Ponta do Capo, a 3 km para o oeste, podem encontrar-se restos da civilização romana, supostamente a Villa de Polio Félix do século I.

 


 
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