Locais a visitar em Ovar

Ovar localiza-se no distrito de Aveiro, confrontando a Norte com Espinho, a nascente com Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis, a Sul com Estarreja e Murtosa e a poente com o Oceano Atlântico, ocupando uma posição excêntrica no litoral norte. Muito rica em monumentalidade principalmente de carácter religioso, apresentam-se de seguida alguns desses locais a visitar.

Fachada da Igreja Matriz da Válega em Ovar

Ovar: Fachada da Igreja Matriz da Válega

Igreja Matriz de Ovar

Tem como titular S. Cristóvão. O actual edifício, com o exterior totalmente azulejado desde 1927, data do último quartel do séc. XVI, tendo sido sujeito a sucessivas reformas. Apresenta três naves, divididas por duas arcadas de cinco vãos; duas capelas e seis altares; é rica em talha dourada, destacando-se o retábulo principal do século XVII, que lhe confere alguma imponência. A frontaria, com as suas duas torres, alta porta, nicho de padroeiro (com uma escultura do século XV) e duas janelas de coro, ostenta um aspecto maciço.

Capelas dos Passos

Constituem o registo arquitectónico e artístico mais interessante da cidade de Ovar, tendo sido consideradas de Interesse Público, em 1949. As sete Capelas, construídas entre 1748 e 1756, à custa do imposto do Real do Vinho, vieram substituir as primitivas Capelas dos Passos (humildes barracas de madeira portáteis). Sofreram sucessivas reformas, desde o século XVIII até à actualidade, destacando-se as intervenções de conservação e restauro da talha dourada e das pinturas murais, em 1997/98. Representam cenas da Paixão de Cristo em composições retabulares.

Além da primeira capela, existente na Igreja Matriz e da última, a do Calvário, de dimensões bastante maiores, à qual se acede por uma ampla escadaria, em patamares sucessivos, (sugestivo exemplar de arquitectura barroca); as restantes cinco capelas constituem grandes nichos, com a porta em cantaria lavrada e estão disseminadas ao longo de um percurso bem demarcado na zona histórica da cidade.

Capela de Santo António

Levanta-se no topo sul da Praça do Município, datando do séc. XVII. Inicialmente possuía duas torres, ficando só com uma a partir de 1769. Tem uma frontaria regular distinguindo-se: cunhais em pilastra toscana, ligados pelo entablamento que corta a base da empena, estando sobrelevada com leve cornija, pináculo e uma cruz posterior. Torre estreita, posta à esquerda, de dois corpos e remate piramidal. O sector do século XVIII compreende o arco- cruzeiro, que é alto e simples, a capela mor com duas janelas de lado, de vergas curvas. Os retábulos, principal e colaterais, são de madeira, a branco e a ouro, regulares composições de talha do último quartel do século XVIII.

Capela de Nossa Senhora da Graça

Segundo uma lenda, o aparecimento ali da Nossa Senhora teria levado à construção do primitivo templo no século XVII. O actual edifício, do século XIX, mandado construir pela Ordem Terceira, guarda uma escultura da titular, do século XV. O retábulo principal data do século XVII e é inteiramente de talha dourada.

Capela de Nossa Senhora do Parto ou Nossa Senhora do Bom Sucesso

Ocupa o extremo poente do Largo 5 de Outubro / dos Campos. Foi construída no local onde, primitivamente, existia um primitivo palheiro que albergava o retábulo das “Alminhas das Areias”. Obra no estilo regional do começo do século XIX. Frontaria singela, com limalha curva na base da empena e uma outra ondulada a rebordá-la. Interior simples, tectos em estuque, arco cruzeiro regular e sem retábulo. Possuiu uma torre que foi demolida em 1948, aquando do alargamento da estrada Ovar/Furadouro.

Capela de S. Geraldo

Data de meados do séc. XVII. Singularmente é em feitio hexagonal. Das esculturas de madeira poderão destacar-se a de S. Geraldo e a de S. Silvestre, provavelmente do século XVII.

Igreja Matriz de Válega

Tem como titular Santa Maria. A sua construção foi iniciada em 1746, tendo-se as obras arrastado por mais de um século. O edifício espaçoso e altaneiro apresenta frontaria com torre integrada à esquerda. O retábulo principal, do século XVIII, merece destaque, além da pia baptismal – a peça mais antiga dos começos do século XVI – executada em pedra ançã. No interior sobressaem as intervenções do século XX, nomeadamente, os tectos em madeira exótica, custeados pela Família Lopes e os exuberantes revestimentos em azulejo – da Fábrica Aleluia de Aveiro – além dos vitrais – de Madrid – doados pelo Comendador António Maria Augusto da Silva, que impôs as temáticas e a policromia.

Passos de Ovar

O conjunto é composto por uma série de capelas do séc. XVIII. O percurso dos Passos da Paixão espalha-se pela cidade, em 5 grandes nichos, evidenciado-se o último pelo conjunto escultórico, de que sobressai a figura de Cristo representada de forma trágica e exuberante, representativa do gosto barroco.

Museu de Ovar

O Museu de Ovar localiza-se na Rua Heliodoro Salgado. Exibe exposições de escultura, pintura, etnografia, numismática e azulejaria. Do acervo destacam-se colecções de peças de etnografia africana, pintura e escultura.

Casa-Museu da Ordem Terceira de S. Francisco

Situada na Rua Gomes Freire, possui peças de escultura, pintura, ourivesaria. Contudo, o acervo do museu é essencialmente constituído por arte sacra. Possui variadas peças religiosas utilizadas durante procissões alusivas à Quaresma.


 

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