Ovar de praias e pão-de-ló

No concelho de Ovar tem a oportunidade de descobrir os múltiplos encantos das belas praias atlânticas, onde se confundem o azul do mar, o amarelo do sol e o verde dos pinhais. No sentido norte- sul temos as praias de Esmoriz (Praia da Barrinha), Cortegaça, Maceda (S. Pedro) e Ovar (Furadouro), com grandes extensões de areal e dunas, com ligação às zonas florestais, constituindo uma das maiores áreas do género do litoral português. É ainda muito apreciada a praia fluvial do areinho, em plena Ria de Aveiro.

Pão-de-ló de Ovar

Pão de Ló de Ovar

No Verão, os turistas podem deliciar-se com a qualidade das águas e da areia das praias de Ovar, bem como com a excelentes parques de campismo, os programas de animação – espectáculos e desporto – o ambiente nocturno e a gastronomia.

A Arte Xávega – pesca de arrasto tradicional – continua a proporcionar um contexto etnográfico, de excepcional beleza.

Zona Florestal de Ovar

A zona florestal do Concelho de Ovar é composta por cerca 1850 hectares, traduzindo-se numa das maiores manchas europeias de “Pinus Pinaster”, espécie muito usada na fixação de solos arenosos da orla marítima, sujeitos a fenómenos erosivos.

Além da sua importância a nível ecológico, trata-se de um espaço convidativo para a prática de actividades ao ar livre.

Pão-de-Ló de Ovar

O Pão-de-Ló de Ovar é a mais afamada doçaria ovarense, confeccionada à base de ovos, açúcar e farinha de trigo. Sob a forma de uma boroa coberta por saborosíssima côdea acastanhada é extraordinariamente húmido e fofo, apresentando-se num invólucro de papel branco, por vezes, ligeiramente crestado pela temperatura do forno.

O Pão-de-Ló de Ovar deve ter tido origem num convento das imediações aparecendo referenciado já em 1700.

Actualmente, sendo apreciado ao longo de todo o ano, o Pão-de-Ló de Ovar ganha protagonismo, sobretudo, no Natal e na Páscoa, quando a procura é sempre superior à oferta.

Pratos confeccionados com enguias

São afamados as caldeiradas, sopas e ensopados de enguias, confeccionados segundo as antigas receitas dos homens do mar e da Ria, servidos, sobretudo, nos restaurantes e tasquinhas do litoral.

Destacam-se também como pratos típicos os Rojões à Lavrador, o Bife à Tanoeiro e a Caldeirada de Peixe.

Olaria

Indústria popular bastante importante no concelho de Ovar, que garantia o fabrico de inúmeros utensílios domésticos em barro vermelho – terrinas, malgas, pratos, travessas… – e abastecia as artes da pesca com o fabrico dos “pesos de rede” As oficinas eram localizadas, na generalidade, próximo dos depósitos naturais de argila, tinham um só piso e eram constituídas por três divisões, correspondendo esse número as fases de produção: preparação da matéria-prima, modelação e forno. O produto final era vendido nas feiras e mercados locais…

Tanoaria

Com a necessidade de recipientes para a conservação do peixe e da carne, como a salgadeira e as barricas, e com a proximidade das caves do Vinho do Porto, de Vila Nova de Gaia, desenvolveu-se a tanoaria, indústria bastante importante a partir do século XIX. As tanoarias, na sua maioria de produção familiar, chegaram a produzir vasilhame para todo o país, ficando reconhecidas, durante décadas, como as de melhor qualidade. Já no século XX esta actividade atinge uma escala industrial. Os tanoeiros eram homens robustos, vestidos com camisas e calções curtos, que lhes permitiam mais mobilidade; calçavam tamancas de madeira, fabricadas manualmente, com os restos da madeira. As oficinas eram bastante espaçosas, possuindo enormes estaleiros de madeira, estufas e armazéns.

Fiação e tecelagem

Os homens da nossa região, desde tempos longínquos, tinham por tarefa fazer as redes de pesca, as esteiras(com juncos das margens da Ria), as cestas e as canastras, tudo isto executado nas horas livres da pesca e da agricultura.

As mulheres fiavam e teciam lã e linho e, com os fios assim conseguidos, faziam-se meias, rendas, mantas, etc…

Os teares manuais domésticos produziram incontáveis peças de” para tudo ” o popular tecido de lã, aplicado, praticamente, em todo o vestuário.

Do linho mais fino faziam-se os lençóis, as toalhas, a roupa interior, as camisas, etc…

Muitas vezes, as peças eram decoradas com rendas e bordados de agulha ou de bilros, feitos, também, com fio de linho.

Carnaval de Ovar

O Carnaval de Ovar é indubitavelmente, o maior cartaz turístico da cidade, atraindo anualmente largos milhares de visitantes. Organizado desde 1952, o Carnaval movimenta, actualmente, durante vários meses, muitas centenas de ovarenses que executam fantasias e carros alegóricos, ricos de exotismo, criatividade e humor. Durante cerca de um mês multiplicam-se os desfiles, os bailes, as brincadeiras e travessuras naturais numa época de tanto movimento e exuberância na cidade, “democratizando-se” ao máximo a sociedade ovarense, misturando-se foliões de todas as idades e condições económicas e sociais, numa alegria irresistível e contagiante.

Cais da Ribeira de Ovar

Actualmente, é um pequeno ancoradouro pouco evocativo de um passado em que Ovar foi um dos principais portos da ria com ligação ao mar. O assoreamento e deslocação da barra mais para o sul terminaram a vocação portuária da vila. Permanecem apenas os armazéns de sal se bem que actualmente este produto chegue aqui sobretudo por via terrestre.

 


 

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