Vista Alegre

Passado o Santuário de Nossa Senhora de Vagos, prosseguir pela estrada até ao cruzamento assinalado com um sinal stop. Vira-se à esquerda, em direcção a Vista Alegre e Ílhavo. Cerca de um Km depois cruza-se o Rio Boco através de uma ponte de madeira à direita, em direcção às instalações da Vista Alegre, perfeitamente visíveis a partir da estrada.

vista alegre

Peça da Vista Alegre

Instituída como morgadio em finais de Seiscentos, a Vista Alegre situa-se no concelho de Ílhavo, numa das mais belas zonas do País, junto à Ria de Aveiro. Dois marcos balizam a entrada do que foi em tempos a grande quinta – a nordeste um arco triunfal de cunho Setecentista; a sudoeste é marcada por dois plintos.

Foi seu proprietário D. Manoel de Moura Manoel, nascido em Serpa a 21 de Março de 1632, de família nobre cujo vínculo hereditário era morgadio da Corte Serrão. Doutorado em Cânones, foi Reitor da Universidade de Coimbra de 1685 a 1690 e, sendo escolhido posteriormente por D. Pedro II para bispo da Sé de Miranda, onde a sagração se verificou a 28 de Outubro de 1689, veio a falecer a 01 de Setembro de 1699, encontrando-se os seus restos mortais na Capela da Vista Alegre, por ele mandada erigir e consagrada a Nossa Senhora da Penha de França, devido a um voto que fizera em época de doença, e repetido em diversos perigos por que passou.

O título de Senhora da Penha tomou-o do Santuário de Lisboa, de grande devoção no seu tempo. É também do seu tempo a feira dos treze, na altura também conhecida por feira do bispo, por ter sido ele a pedir a sua realização, realizando-se ainda nos nossos dias, não com carácter anual, mas mensal.

Famosa também a Fonte de Carapichel, construída em 1696, notável por sua inscrição poética, hoje de difícil leitura, mas diz-se que D. Pedro V, quando ali esteve em 24 de Maio de 1852, as transcreveu levando-as consigo.

Quinta da Vista Alegre

A Quinta da Vista Alegre depois de diversas disputas entre herdeiros e usufrutuários, tornou-se propriedade do Reino, vindo a ser adquirida em hasta pública nas primeiras décadas de Oitocentos pelo ilustre José Ferreira Pinto Basto, proeminente negociante nascido no Porto em 1774 – um símbolo da alta burguesia Oitocentista, fundador da Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre.

Graças a este homem,  o nome Vista Alegre é hoje sobejamente conhecido, levado aos quatro cantos do mundo pelas criações que aliam beleza e qualidade, encontrando-se presente nas casas reais da Europa, assim como em muitos palácios presidenciais.


 

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